Não há regras aqui.

Há anos eu desejo criar um blog que tem a missão de levar algo positivo para quem o lê. Seja quem for e onde estiver.

Nossas peculiaridades nos dão ideias ímpares, insights, visões e pensamentos malucos, algumas horas. Têm dias que me acho um e.t., porém sinto uma estranheza azul e branca. Totalmente da paz.

O fato é que eu acredito: TODOS nós temos um dom. Uns descobriram o seu. Outros não.
Me conectando com a fé, me arrepiando de corpo e alma com certas atrações da vida, estou certo de que vim neste mundão para servir à arte. Sem medos, sem frescuras, sem vergonhas. Eu vim para tocar corações.

De todos os brilhos da arte, considero todos formidáveis tesouros. (Em minha cabeça, neste instante, rola como um filme grandes obras que já vivi, e seus artistas corajosos e inquietos).
E um insight; O descanso dos melhores é o despertar dos bons.

Tenho 25 anos em 2014, desde criança percebo os meus olhos brilhantes observando e se emocionando verdadeiramente com a arte. Seja ela escrita, declamada, cantada, interpretada, dançada ou pintada. Arte é arte.

Aos 12 anos conheci o museu do Ipiranga, aqui em São Paulo, através de uma excursão escolar, me recordo bem o quanto maravilhado fiquei observando cada obra. Foram horas repousando meus olhos esperançosos sobre tais obras. No final do dia, enquantos os meus colegas e professores acessavam o ônibus para partir, eu ainda permanecia dentro do museu, matutando o redor, aquelas obras intocáveis, o silêncio, o cheiro, a arquitetura… Fui tirado às forças dali, rs, eu não queria sair do museu. A arte que havia e há naquele museu tocou o meu coração e o acalantou de uma forma inédita até aquele momento da minha vida. Eu descobri ali o poder de uma adoração. Adorei estar ali e viver aquelas horas.
Na infância, me ensinaram adorar somente Deus. Entretanto Deus me ensinou ali que eu posso adorar tambem a arte de seus filhos artistas. Creio em tudo que há luz. Luz é admirável e adorável.

Vim de uma família cheia de tradições religiosas, acho importante eu trilhar um caminho espiritual, mas aos 12 anos, prestes a integrar na primeira comunhão de uma paróquia perto de casa, eu fugi da igreja e corri para a biblioteca que eu costumava passar as tardes depois da escola.
Nunca mais fui obrigado a participar. Nada foi capaz de me ludibriar, mesmo sendo tão novo.

Aos poucos a fé me guiou e hoje sigo a kabbalah, mas a adoração pela arte veio naturalmente na infância, antes de religião. Assim como a kabbalah veio naturalmente na minha adolescencia.

Pouco tempo depois fui inscrito (por livre e leve pressão) numa escolinha de futebol, fui o caminho todo reclamando de uma dor no tornozelo, eu dizia que não podia jogar, para não correr. Quando cheguei só havia vaga para goleiro. A dor se estendeu para o pulso antes mesmo da partida começar, rs.
Não peguei uma bola sequer! Meu dom para o esporte pode ser que surja em outra vida.

Frustei minha madrinha, que havia me levado na quadra. Porém aprendi a arte da coragem.

Quando alguém me ensinava algo, eu me dava o direito de aprender sozinho, na prática. Só que no meu tempo.

Ainda bem que o tempo passa!

No colégio, só fazia arte, literalmente. Até encontrar minha primeira paixão, que me inspirou escrever o meu primeiro poema, feito para ela.
Tempo bom, que passou veloz.

Vim de família humilde, batalhadora, que escancarou sobre mim a dificuldade que é viver de arte no Brasil, naquelas condições. Então me vi numa busca pelo fácil; um emprego que suprisse minhas necessidades e vontades, mas me afastava da arte. Minha irmã me indicou trabalhar com uma amiga dela, no RH. E nesse ramo administrativo permaneci, relativamente, muito tempo. Mesmo trabalhando com algo que não me preenchia, não deixei a desejar, à final eu precisava. Foi quando descobri a arte da paciência. – talves a arte mais importante dentro do meu eu.
E não parei mais; trabalhos chatos em departamentos fechados, pessoas usando planilhas feito cabresto, fora pressão, gritos… O que me fazia durar era criar, paralelamente, meus escritos, minhas histórias, poesias… Isso me ajudava a ver graça no trabalho.
Sim, mesmo atarefado, eu arranjava tempo para criar e escrever. Eram os momentos mais valiosos do meu dia!
Confesso que na ira, deixei de fazer cálculos para abrir o wordpad e descarregar palavras soltas motivadas pela minha visão progressista que desafiava o universo sobre a vista alta do 9° andar com paredes de vidro onde eu labutava feliz, mas não contente.

Enquanto eu seguia no ramo da administração, aperfeiçoava a minha escrita dia após dia. Dona Vanda, minha mãe, tinha o sonho de me ver engomado numa sala própria cheio de responsabilidades e gente pra eu mandar.
Meus sonhos eram bem diferentes.

Na faculdade, eu tinha que escolher um curso compatível com o meu gosto e verba. Conheci publicidade, mas mudei pra marketing antes de desistir de estudar. – 1° semestre de PP é mais chato que 3 anos de mkt.

Novamente me vi numa sala cheia de gente indecisa, sem comunicação social e o pior: lousa cheia de cálculos que terminavam em 2 folhas.
Meu pavor se chamava matemática. Hoje o superei.
Foram 4 anos me formando entre o Senac e a Uninove. Duas renomadas e queridas instituições que me formou.

Eu não caí de paraquédas, desenrolei e desenrolo muito para ver um amanhecer. E compreendendo pouco à pouco esta minha trajetória, me dou o direito de não abrir mão da arte que há sobretudo em meu coração: curar as pessoas direcionando aprendizagem, sorriso e acalanto através das minhas palavras e ações.

Se eu tocar o seu coração desta maneira, parte de minha missão terei cumprido.

Atualmente peneiro o que fiz de melhor, acho mais graça na vida, e sigo em busca do contentamento. Da Luz.

Aos 25 anos, quero mostrar que pude me reinventar, não abri mão dos meus sonhos.

Sou um guerreiro dessa lida, eu não desisto. Assim como foi a minha vida, aqui não há regras!

Eis que aprendo a arte da minha alma.
Viva à arte e seus maravilhosos artistas.
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Diego R. Borges

sem groselha picuinha A ARTE LIBERTA! ® 2015 Todos os direitos reservados ©

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