Realidade Since 88

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since 88

Desde 88 vivendo nesse mundo doido, na pele histórias de apertar o pescoço. Não precisei ver na tv, tampouco ler em jornal o preço caro que o pobre paga por ser um simples mortal, que acorda cedo, com olhos grudados, se apronta e desce a ladeira sentido o ponto de ônibus que já vem lotado, sofrendo em aventuras até chegar ao trabalho… Nessa vida eu vivi, essa vida eu venci. Só Deus sabe o quanto eu paguei para chegar até aqui. Já vi tanto chegar quanto partir, de maneiras distintas a morte só precisa de um motivo… É o que o pobre diz após voltar de uma igreja, com mínimo de informação o sábio não se deixa – sem ‘fé’.

São fé e esperança as fortunas de uma infância, o que eu precisei era mesmo tolerância. Memorizo leigo que dizia: esse mundo vai acabar. E tempestades me ajudaram a ‘viajar’; o mundo acaba e começa todo dia, pra tudo que têm vida, sem heresia. Nessa altura noto a falta de uns parceiros que partiram, deixando em meu peito o aperto de lembrar quando sorriam. E hoje os meus amigos quem são? Cadê? Vai vê deixamos o tempo passar veloz e nos perder… Mas aprendi a ter calma e transferi-la. Calma.

Sensação que nós, Brasileiros, perdemos à muito. Basta perder a calma para perder o emprego, basta perder a calma e o amor sai pelos fundos. Não sei o que é mais difícil de achar: Prêmios em promoção ou uma paciência? Pensando bem, por 10 conto 1, 2, 3 e já paciência, pronto! Quantas chances a vida nos dá para se ter calma? Ok, mas na favela as opções são poucas na batalha. Várias questões, cada um sabe da sua. Se a minha vida já dá filme, imagine a tua. Eu já passei várias fases, conheço as minhas bases. E não precisei matar nenhum sonho, nem ir atrás das grades. A havaiana furiosa me orientou depois da prosa; O meu respeito é bom se eu dividir com todos… Valores que fazem uns homens maiores que outros.

Gente boa eu tenho pra citar: Vanda, Graciele, Higor, Ivone, Nelzinha, Vanila… Eu cito pessoas do dia a dia, que batalham e merecem a calma no meio dessa correria que se tornou a vida.

Se hoje eu exponho versos em palavras doces, é porque eu enjoei do sal e de tantas dores. Quem vem de cima e não entende a minha realidade pensa que minhas poesias são covardes, por me inspirar no mar de rosas que um dia avistei ouvindo a Zélia, ela disse numa letra da bamba Lee: a felicidade tá logo ali. É preciso merecer, fazer por onde. Basta eu permanecer forte ela não ficará distante. Já é 04 de abril de 2014, em dez dias ficarei mais velho.

Enquanto envelheço De Quebrada, tento passar por cima de muitas mancadas. Já nasci de novo e se estou aqui é pra mostrar aos jovens de todas as idades as lições que aprendi. Ainda tenho muito pela frente, é Deus me guiando e plantando sua semente… Regue com amor… Esse não vê classe nem tempo e ainda colhe o que plantou.

Diego mini

 

D.

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