O boAto

O boato começa assim, como quem não quer nada: eu vi, me disseram, tão falando… um comentário, uma tirada e tão rápido torna-se o circuito vicioso boato.
Passado algum tempo denigre a imagem vitimada, atrapalha uma ou outra conexão.
O boato é abusivo, sem doutrina e sem vergonha.
Impertinente, injusto e imoral é o boato que sai de uma boca tão suja quanto o cérebro fútil de um inútil fofoqueiro.
Desumano é o ser adepto à boatos, escancara insolentemente um provável ocorrido antes mesmo dele acontecer.
O boato é insano; usurpado por uma ‘mera’ brincadeirinha torna-se estranho; ao acessar um infeliz, o boato faz a infelicidade prevalecer.
É preciso ser forte para cair num boato e resistente para sair ileso dele.
Eu abomino o boato e sua repercussão. São ratos humanos roendo os fatos!
Eu posso deixar escapar devaneios pensados, estar pronto à cometer loucuras, são todas sãs. Agora, a realidade do meu mundo, responsável por achismo nenhum irá saber, no máximo vai achar que sabe;
Com quem eu parto ou deixo de sair, onde eu colo ou deixo de ir, quem eu dispo ou deixo me despir;
A minha vida é incomum porque eu não sou qualquer um e nem mais um.
Penso, por hora: Fofocam de mim o que gostariam ter vivido comigo mas não tiveram chances.

Boato é chance!
Eu não.

o boato

D.

sem groselha picuinha A ARTE LIBERTA! ® 2015 Todos os direitos reservados ©

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