Trabalha(dor)

Trabalha(dor)
madruga massacrado pela culpa que lhe fizeram crer ser sua. vai pra labuta convicto de matar mais um leão, só que não. – mais um ludibriado pelo poder da rica-menor-pior-parte-da-nação. – trabalha(dor) fazendo além de sua obrigação e pra cada um sim, dez nãos. atrasar? faltar? jamais! exceto caso o atestado de algum óbito esteja na mão. se tiver chefe burguês prepare as luvas, freguês, para puxar o saco mês a mês!
cumpre  o seu expediente descontente com a espora que o faz sorridente. deu 18 horas, encerrou o seu batente, vai pras UNI ver se vira GENTE. (…) passam anos e lá está o batalha(dor) que o dissídio salvou, o salário engatinhou, ele durou! com o tempo só o chefe foi quem mudou. e a esperança? AH… é a ultima que foge quando neguinho se fode!
– a lei brasileira nunca muda para quem é pobre;
TODO santo dia trabalha(dor) morre assassinado!
TODO santo dia governos matam assalariados que saem de seus barracos no quente e no gelado em busca de uns trocados pra por mistura nos prato
sem sobremesa, porque um sonho tá mais raro que água limpa na represa, quem dirá na torneira…
bebeu água suja, virose no seu reto! se for pro hospital(público) a morte é o certo!
mas tudo o trabalha(dor) aguenta, pois logo a dor se APOSENTA†.

f2

D.

sem groselha picuinha A ARTE LIBERTA! ® 2015 Todos os direitos reservados ©

 

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