Achado Perdido

Todos os dias a cidade perde alguém
Alguém se perde, entre concretos e matas
Alguém se perde porque se mata
Se joga lá de cima do arranha-céu
Ou sucumbe em baixo do banco de uma praça
Há quem se perca na desgraça
E até na graça de um sorriso 😉
Eu já me perdi, quem não?
Há perdidos em salas de aula e perdidos numa rebelião
Perdemos constantemente uns aos outros
Por hora, morte ou desgosto
Perde-se a cabeça que perde a razão, que perde a palavra que perde a ação, que perde a calma por perder o chão!
Nessa onda de perder a gente nada ganha
Nem emoção
Já perdi palavras, mas nunca pensamentos
Austero e intenso, em algum momento perdi de chaves do carro à fé
Mas nunca o bom senso
Perdi amores que se perderam em mim
Perdi a virgindade intelectual
Perdi a vergonha e o conceito para amigos que deram defeito
E sem fome, perdi a isca e o peixe
Porém jamais perco a sede.

D.

diego perdido

sem groselha picuinha A ARTE LIBERTA! ® 2015 Todos os direitos reservados ©

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8 comentários sobre “Achado Perdido

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