Posse de arte

…e aquele amor veio com entusiasmo
por vontade própria
feito um pássaro;
cheio, pousou em meu dedo
e eu o admirei por muito tempo
aproveitei cada segundo
até o repente em que voou
partindo num adeus absoluto, obscuro, um absurdo!
(moh barra pra um corajoso)
me pediu um tempo
eu lhe joguei no vento!
sou homem, porra, não me peça tempo
O tempo dá por si!

em meu dedo não dropará outro pouso do mesmo ‘pássaro’;

ácer, sombreiro, bauinia de hong kong, chuva de ouro
jangada do campo, cornus florida, eritrina candelabro
tudo vida
tudo pro teu repouso…
pras horas que decidires gozar do amor de outro (ser vivo)
busque troncos, não corpos!
se bem que nem de madeira és merecedor; quem dirá desta carne, que ainda escreve…

eu vou ficar zen
já estou!
sou posse de arte, tá ligado, meu bem..
arte minha sombra!!
eu quase sinto muito, mas que bom:
você passou!!

prainha

sem groselha picuinha A ARTE LIBERTA! ® 2015 Todos os direitos reservados ©

 

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