O corpo, um dia, cai.
A chuva, apesar da demora, uma hora cai; Em seguida caem os raios, que toca alguma árvore, caindo os seus galhos, secos, sem vida. Madura ou não, há frutas que também caem, tal qual um conceito, um trato desfeito; Cai um pranto; um prato; um avião aterrizando; outro aterrorizando. O alimento para dentro do organismo; Uma âncora no oceano; Água de chuveiro, cai; De cachoeira, cai; Caindo está a moda, o paraquedista, o buquê da noiva; No chão, cai uma resposta, um quadro mal pendurado na parede, objetos voados após uma explosão. Cai uma ponte mal construída, cai um veículo nos buracos da avenida, um pedestre nos buracos da vida… Até um buraco dentro de outro buraco, cai; é….
Permita-se ir além, meu bem…
Lá no fundo o profundo é o mais alto estado nesse nosso espaço;  o agora é o depois. Depois do agora, você se elevou na cobiça por aqueles universos tão podres de bonitos; (universos que nunca caíram em si) e caindo em contradição, você nunca nos fez questão; Eu era depois. Por temer isto tudo que é profundo você foi parar no raso. O vento te elevou. Caiu;
n
ó
s

d
o
i
s
.

 

Diego R  Borges

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4 comentários sobre “O Eu Pêndulo

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