Outros Ouros Tolos (dichavando)

Boa tarde do primário dia frio que se inicia neste julho charmoso, onde cancerianas e cancerianos lidam felizes com o passar de mais um inverno brasileiro em suas vidas. O meu amor, neste exato momento, está sentado na lavanderia concentrado na produção de um filtro dos sonhos quase finalizado. Tá ficando lindo! Meu cão dorme no pé da cama com a cabeça virada na minha direção; cochilou, me observando alternar o olhar para ele e para o meu computador de tela quebrada, mas funcionando perfeitamente. O almoço prometi fazer após concluir este texto que penso em escrever aqui já faz alguns dias, e somente agora resolvi pari-lo da mente. Como você pode ver o meu Brasil tá normal, tá bonito pra mim. Quem me cerca tá do meu lado, literalmente.

O problema é o NOSSO Brasil; o meu e o seu em conjunto. Uma vez eu li uma frase da minha ídola Marina Lima que diz assim: “Como podemos ser feliz vendo o nosso semelhante infeliz?” – o que me provocou uma vigorosa reflexão sobre o olhar das pessoas para este mundo em que vivemos. Meu coração se expôs em palavras de reflexões crônicas. Boa leitura! ♥ 

Outros Olhos Tolos
Estamos em dois mil e dezessete e ainda tem gente criticando as gorduras e/ou as estrias da gente;
Estamos em dois mil e dezessete e ainda tem gente homofóbica, racista, dissimulada na cara dura, que aproveita a tecnologia para deturpar as informações no dia a dia;
A humanidade percorreu até a data de hoje mais de 735.900 passos e não aprendeu nada que realmente importa e eis a prova de fato: não evoluímos em uníssono!
Ainda rolam guerras de poder, à fim da igualdade se foder;
O capEtalismo, em alta, carrega as mídias de poder, o desmatamento, a criminalidade, o tráfico, a opressão, as milícias… Políticos visam o ter e não o ser, políticos apaixonados por números. Não é demagogia os gritos a Temer!
Artistas que antes contribuíram pra nossa evolução (que na visão política é utópica) atualmente sofrem com o preconceito da idade e criatividade;
Os pedestres, em sua maioria, se estranham fora do rebanho e quando se esbarram, se medem sem se ajudar;
Falta TEMPERANÇA, falta BENEVOLÊNCIA;
O motorista, que leva inúmeras vidas, não recebe o digitalmente popular ‘bom dia’ da maioria embarcada sob sua responsabilidade, mal o olham na cara;
Dois mil e dezessete e a milícia nos maltrata por causa de um cigarro de erva oriunda da terra;
Estancam toda a credibilidade historiadora desta Terra Nova e encurralaram o arco e a flecha, nos apavoraram com seu ódio e armas de fogo, quando não na cintura, nas mãos.
A cultura cresceu no mesmo nível em que empobreceu, e a maioria, ludibriada, foi ensinada dar credibilidade pra afinação de voz e não ao que ela tem a nos dizer.
Os nossos índios, nosso maior patrimônio, sabem que o país é deles, cada ouro e cada ovo! O problema é que as raposas são espertas demais, e nós, minorias… meros sábios!
Estamos em dois mil e dezessete e a primeira presidente do país sofreu um dos maiores golpes na história da democracia brasileira simplesmente por ser mulher e ser dona de uma postura peculiar; qualidade que mentes militaristas não possuem, talvez por isso nem sequer sentem.
Muitas mulheres ainda sofrem das repressões machistas, toda hora! Se mais da metade da população vivente é feminina, não faz sentido que nem 20 % delas não ocupem cargos e salários superiores, entende?
E muitas ainda são taxadas de loucas por lutarem por justiça e empoderamento. Ainda bem que elas não dão ouvidos aos achismos, e seguem em frente combatendo as ignorâncias dos inteligentes emergentes.
Dois mil e dezessete e existe pastor prometendo curar gay, que de nada sofre, a não ser do preconceito e malícia aos olhos das outras ovelhas prometidas nos bolsos das igrejas, que nem ensinam o Ser a meditar, por tanto, como podem crer, através das palavras, que são conhecedores da Luz? Afinal, foi meditando que eu aprendi a me concentrar na espiritualidade do verdadeiro Deus habitado dentro do meu eu, em tudo o que vejo e sinto. Por isso, não minto do desejo de vislumbrar igrejas lotadas de consciências cada vez mais pesadas.
Vidas são diariamente abandonadas bem debaixo deste céu que nos acolhe;
Não vejo ninguém falando com as plantas ou perguntando das cores;
Não vejo ninguém abraçado a uma árvore;
Eu vejo a minoria fatigada, laboriosa e desbravada.
Eu vejo a maioria raivosa cortando os benefícios das minorias.
Uma maioria que faz o pouco e ainda se acha muito;
Muitos bostas com suas atitudes de merda se achando ouro.
No fim da vida perceberão o quão foram tolos por proclamar o ódio contra a diversidade.
Vida que segue. Até a melhor idade!

Diego R. Borges

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